quarta-feira, 9 de novembro de 2016

30 lições que Deus nos ensina no deserto:





1. Na escola do deserto aprendemos que Deus está mais interessado em quem somos do que naquilo que fazemos - Deus nos leva para o deserto para falar-nos ao coração.

2. No deserto ele nos humilha não para nos destruir, mas para nos restaurar.

3. No deserto, Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós, provando que ele está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho.

4.  Vida com Deus precede trabalho para Deus.

5. Motivação é mais importante do que realização. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra.

6. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus. Quando Jesus chamou os doze apóstolos, designou-os para estarem com ele; só então, os enviou a pregar.

7. Na escola do deserto aprendemos a depender mais do provedor do que da provisão

– Quando o profeta Elias foi arrancado do palácio do rei e enviado para o deserto, ele deveria beber da fonte de Querite e ser alimentado pelos corvos.

- Naquele esconderijo no deserto, o profeta deveria depender do provedor mais do que da provisão. Deus o sustentaria ou ele pereceria.

8.  Deus nos leva para o deserto para nos mostrar que dependemos mais dos seus recursos do que dos nossos próprios recursos. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Mas na escola do deserto aprendemos que nosso sustento vem do provedor e não da provisão.

9.  Quando nossa provisão acaba, Deus sabe onde estamos, para onde devemos ir e o que devemos fazer.

10.  A nossa fonte pode secar, mas o manancial de Deus jamais deixa de jorrar.

11. Os nossos recursos podem escassear, mas os celeiros de Deus continuam abarrotados. Nessas horas precisamos aprender a depender do provedor mais do que da provisão.

12 . Na escola do deserto aprendemos que o treinamento de Deus tem o propósito de nos capacitar para uma grande obra

13.  Todas as pessoas que foram treinadas por Deus no deserto foram grandemente usadas por Deus.

14.  Quanto mais intenso é o treinamento, mais podemos ser instrumentalizados pelo Altíssimo. Porque Moisés foi treinado por Deus quarenta anos no deserto, pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à terra prometida.

15.  Porque Elias foi graduado na escola do deserto pôde enfrentar, com galhardia, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer de volta a nação apóstata para a presença de Deus.

16.  Porque Paulo passou três anos no deserto da Arábia, ele foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo.

17. Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra. Deus não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos.

18. Ele os treina na escola do deserto e depois os usa com grande poder na sua obra.

19.  Não precisamos ter medo do deserto, se aquele que nos leva para essa escola está no comando desse treinamento.

20. Deserto não é lugar de punição ou de reprovação – quando Jesus foi para o deserto, uma voz do céu tinha acabado de declarar que ele era o filho amado de Deus e que Ele tinha prazer em sua vida, mesmo assim teve que passar seus 40 dias lá;

21.  Deserto pode ser um lugar de vitória – Jesus venceu o Diabo no deserto, Jó somente pode conhecer a face de Deus após vencer o seu deserto e teve tudo restituído em dobro, mas muitos morreram no deserto por murmurarem;

22. Só sai do deserto quem compreende o seu objetivo – Quanto mais rápido compreendermos o caráter refinador e educativo do deserto, mais rápido poderemos sair dele e entrar na terra prometida, ele pode durar de 40 dias a 40 anos, a escolha é sua;

23.  As tentações do deserto são vencidas com o uso correto da Palavra de Deus – Satanás tentou a Jesus utilizando-se da própria Bíblia, mas o fez de maneira incorreta e fora de contexto. Jesus o venceu por utilizar a Palavra de Deus dentro de seu contexto correto e de acordo com a vontade de Deus. O mesmo aconteceu com Jó e seus amigos.

24. O deserto é um lugar de extremos.

Durante o dia faz calor e a noite frio, todavia, o Senhor não nos abandona a nossa própria sorte, antes pelo contrário, a noite ele nos aquece com a "coluna de fogo" e durante o dia ele nos guia com uma coluna de nuvem.

25.  O deserto espiritual é um período passageiro.

26. O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola de Deus. É o próprio Deus quem nos matricula na escola do deserto.

27.  O deserto é a escola superior do Espírito Santo, onde Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós.

28. Deus nos leva para essa escola não para nos exaltar, mas para nos humilhar.

29. Essa é a escola do quebrantamento, onde todos os holofotes da fama se apagam e passamos a depender total e exclusivamente da graça de Deus e da provisão de Deus e não dos nossos próprios recursos.

30. Deus em determinados momentos da vida permite com que experimentemos desertos espirituais a fim de que entendamos que o sustento, a provisão, bem como tudo aquilo que precisamos vem exclusivamente dele.

Ele pode até demorar um tempo significativo, no entanto ao final dele tem uma terra que mana "leite e mel" a nos esperar.
Tem momentos que entramos em um assustador período de sequidão espiritual, no qual pensamos que nada poderá nos salvar. Quase desistimos de lutar e ficamos como Jó que, num momento de quase que total desespero, disse: “Ainda hoje a minha queixa é de um revoltado, apesar de a minha mão reprimir o meu gemido. Ah! Se eu soubesse onde o poderia achar! Então, me chegaria ao seu tribunal. Exporia ante ele a minha causa, encheria a minha boca de argumentos. [...] Eis que, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo. Se opera à esquerda, não o vejo; esconde-se à direita, e não o diviso.” (23:2-9)

Se você está se sentindo desta forma, busca Deus e só escuta o silêncio, se os seus ossos parecem ter se envelhecido pelos seus constantes gemidos, de dia e de noite, e seu vigor se tornou como sequidão de estio (Sl 32:3-4). Se você tem buscado uma saída e, não importa o que te digam, nada parece mudar a situação, bem vindo, você está no deserto. E isso pode ser a melhor coisa que te aconteceu, ou o seu pior pesadelo. Tudo vai depender de como você irá lidar com esta situação.

Se alguém estiver em um deserto, precisa entender que a postura e a maneira com que se entende o deserto vão ser sempre fundamentais para que ele dure só o tempo necessário, nada mais do que isso.

- O programa do deserto é intenso. O curso é muito puxado. Mas, aqueles que se graduam nessa escola são instrumentalizados e grandemente usados por Deus!
                                                                                                                               Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja
 Assembléia de Deus no Estácio

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Lição 7 – José: Fé em Meio às Injustiças.



 

TEXTO ÁUREO
VERDADE PRÁTICA
“E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero […].”
(Gn 39.2)
No enfrentamento de uma crise, a sabedoria divina é indispensável.
LEITURA DIÁRIA
SegundaGn 37.3,4
Uma túnica colorida e a crise de inveja

QuintaGn 37.28
Da crise da cova para a crise da escravidão
TerçaGn 37.6-8
Um sonho e o início de várias crises
SextaGn 39.20
Da crise da escravidão para a crise do cárcere
QuartaGn 37.22
Um plano perverso e a crise da cova
SábadoGn 39.21
A bênção de Deus e a sua benignidade em tempos de crise





LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 37.1-11
1 – E Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2 – Estas são as gerações de Jacó: Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; e estava este jovem com os filhos de Bila e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia uma má fama deles a seu pai.
3 – E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.
4 – Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente.
5 – Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso, o aborreciam ainda mais.
6 – E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:
7 – Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé; e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho.
8 – Então, lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso, tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.
9 – E sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
10 – E, contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse-lhe: Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?
11 – Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai, porém, guardava este negócio no seu coração.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A história de José é uma das mais belas registradas nas Escrituras Sagradas. É uma história que mostra o amor de um pai, a rejeição e a inveja dos irmãos e a beleza dos sonhos de um jovem. São 13 capítulos que revelam os desígnios de Deus na história de Israel. Nesta lição, estudaremos a respeito das crises enfrentadas por José e a sua atitude diante de cada uma delas. Veremos que José nos deixou preciosas lições que nos ensinam como nos conduzir nas mais difíceis situações. As adversidades na vida de José contribuíram para que as promessas feitas a Abraão se cumprissem fielmente (Gn 13).

I – DOIS SONHOS E MUITAS CRISES
1. A família de José. Jacó era o pai de José, e sua família era constituída pelos filhos de Lia e os dois filhos de Raquel, José e Benjamim (Gn 30.22-24; 35.16-18). Levemos também em conta os filhos das servas Zilpa e Bila. Jacó amava José e lhe presenteou com uma túnica colorida. Essa túnica de várias cores revelava uma posição de favoritismo (Gn 37.3). O favoritismo de Jacó por José gerou algumas crises na família. Uma família dividida não pode resistir às crises. Por isso, ame os seus filhos de modo altruísta, e igualitário,  evitando qualquer tipo de preferência.
2. A inveja  dos irmãos de José. O que fez com que os irmãos de José fossem tomados pela inveja e o ódio? Existem duas razões principais. A primeira está no fato de José denunciar ao pai as más ações cometidas por seus irmãos. Certamente os irmãos viam José como um traidor. A segunda razão estava no fato de José ser um sonhador. Em seus  dois sonhos, José aparecia em uma posição de honra. É importante ressaltar que, embora a família de Jacó estivesse enfrentando a crise do favoritismo, do ódio, da inveja e da falsidade, ela era parte dos desígnios de Deus para a formação de um grande povo. Deus não pensa como nós e não julga segundo os critérios humanos. Sua justiça e seus desígnios são perfeitos, embora sejamos injustos e imperfeitos.
3. Os sonhos de José (Gn 37.7,9). Certa noite, Deus deu a José um sonho, e moço precipitadamente contou seu sonho a seus irmãos. Nem sempre podemos partilhar todos os nossos sonhos. Alguns devem ser guardados no coração até que se cumpram integralmente. José tornou a sonhar e, mais uma vez, relatou o sonho aos irmãos e ao pai. Os sonhos de José foram dados pelo Senhor, e um dia se cumpriram fidedignamente. Se Deus tem dado a você um sonho, guarde-o em seu coração e aguarde, pois no tempo do Senhor se cumprirá.



CONHEÇA MAIS
* FOME NO EGITO
“Registros egípcios contam que a fome, causada pelas estiagens nas cabeceiras do Nilo, durou muitos anos. A agricultura egípcia dependia das enchentes anuais ao longo do rio, que depositavam terra nova fértil tornando a irrigação possível. Também nesse aspecto a autenticidade do relato bíblico tem total sustentação histórica” Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p.46.


II – A CRISE DA COVA E DA ESCRAVIDÃO
1. José é vendido como escravo (Gn 37.27,28). Certo dia, os irmãos de José levaram os rebanhos até Siquém. José foi até lá para ver se tudo estava bem. Mas chegando ali, descobriu que seus irmãos tinham ido a Dotã. Quando os irmãos de José viram que ele vinha se aproximando, decidiram matá-lo. O plano era matar José e, depois, dizer ao pai que um animal selvagem o havia matado. Os irmãos de José tinham uma mente perversa, maligna. Mas Rúben não aceitou tal ideia e aconselhou aos irmãos a jogar José em uma cova. Rúben planejava resgatar o irmão. Porém, Judá também teve uma ideia: “Vendê-lo como escravo.”Assim, os irmãos tiraram José da cova e o venderam como escravo aos mercadores por vinte moedas de prata. Os irmãos de José tomaram sua túnica e a mancharam com o sangue de um animal.  O objetivo era enganar a Jacó. Eles fizeram seu pai chorar e sofrer muito. O ciúme e a inveja sempre produzem tristeza e dor na família.
2. José na casa de Potifar. José foi comprado pelos mercadores e levado ao Egito. Chegando ali os mercadores o venderam a Potifar, um dos oficiais de Faraó. No entanto, Deus estava com José na cova e também no Egito. O Senhor não nos abandona diante das situações adversas. José alcançou graça e favor aos olhos de Potifar e este o colocou sobre tudo que possuía.
3. José prosperou na casa de Potifar. José foi elevado à função de mordomo, gerindo todos os negócios da casa de Potifar, que prosperou grandemente, pois Deus era com o jovem. Ele poderia ter deixado que a mágoa e a tristeza lhe dominassem o coração, mas manteve-se puro. José é um exemplo de superação em meio às crises, pois  não permitiu que a sua fé  em Deus fosse abalada diante das circunstâncias adversas.
Deus estava com José, mas a crise mais uma vez o alcança. A mulher de Potifar, que não tinha escrúpulos nem decência, procurou seduzi-lo. Mas ele era fiel a Deus e ao seu patrão. Por isso, rejeitou a proposta da mulher que, com raiva, armou-lhe uma cilada, acusando-o de sedução (Gn 39.14-18). Potifar ouviu a acusação mentirosa de sua esposa contra José e o mandou para a prisão, onde estavam os oficiais de Faraó. José venceu a tentação, mas foi para a prisão.



III – SABEDORIA PARA ADMINISTRAR A CRISE
1. José é abençoado por Deus na prisão (Gn 39.21-23). José foi injustamente lançado na prisão, porém Deus estava com ele e o ajudaria mais uma vez. Havia um propósito maior para a sua vida. Esse propósito já havia sido revelado em seus sonhos. Ele sabia que, de algum modo, Deus cuidaria da sua vida na prisão. Ali, José alcançou graça aos olhos do carcereiro. A mão de Deus estava estendida para abençoá-lo. Por isso, por onde ele passava era bem-sucedido.
2. José e os dois oficiais de Faraó. José foi sustentado na prisão pela benignidade de Deus. Ali, ele encontrou dois presos que serviram a Faraó,  um copeiro-mor e um padeiro-mor. Certo dia, ambos tiveram um sonho. Eles contaram a José o que haviam sonhado, e este interpretou o sonho deles. Ao  copeiro-mor José disse que dentro de três dias ele seria chamado para servir a Faraó novamente. Ao padeiro-mor, disse que, dentro de três dias, seria executado. Tudo aconteceu do jeito que José havia dito.
3. Da prisão ao palácio de Faraó (Gn 41.1-8). Faraó também teve dois sonhos que o perturbaram muito. Os egípcios acreditavam que os sonhos eram presságios de situações boas ou ruins e o rei não conseguiu compreender o significado dos seus sonhos. Por isso, convocou seus magos e astrólogos para que os interpretassem, mas nenhum deles conseguiu convencê-lo com suas interpretações (Gn 41.8). Então, o copeiro-mor lembrou-se de José e falou a Faraó a respeito do que havia acontecido com ele e com o padeiro-mor. Faraó ordenou que trouxessem José à sua presença. Quando ele chegou perante o rei, com humildade e temor a Deus, ouviu os sonhos e disse que estes se resumiam em um. O Egito passaria por um período  de sete anos de grande fartura e depois um período de sete anos de escassez. Então, José orientou Faraó para que encontre um homem sábio a fim de encarregá-lo de ajuntar alimento para os tempos de crise. Assim o rei teria alimento para enfrentar o tempo de crise. Faraó, impressionado com a sabedoria de José, viu que ele seria o homem certo para gerenciar os tempos de fartura e de crise, e nomeou José governador do Egito.
Aprendemos com José que o sofrimento pode moldar nosso caráter e levar-nos a ser bem-sucedidos em todas as áreas de nossas vidas. Os sofrimentos nos ensinam a lidar com circunstâncias adversas. Cada episódio na vida de José fazia parte dos desígnios de Deus.


CONCLUSÃO
Todas as dificuldades pelas quais passamos, quando estamos no plano divino, são para nos ensinar. Deus preparou o espírito de José para as crises que enfrentaria e para que pudesse desfrutar de uma posição privilegiada no Egito. José não se esqueceu de que Deus estava com ele, não só nas humilhações, mas também quando exaltado diante dos homens.

PARA REFLETIR
A respeito de José, fé em meio às injustiças, responda:
·         Quem era o pai de José?
Jacó, neto de Abraão.
·         Qual o presente que Jacó deu a José e que demonstrava seu favoritismo?
Uma capa colorida.
·         O que fez com que os irmãos de José fossem tomados pela inveja?
A revelação dos sonhos de José.
·         Quanto os ismaelitas pagaram por José?
O venderam por vinte moedas de prata.
·         Faraó nomeou José para que cargo?
Para governador do Egito, o segundo cargo mais importante depois de Faraó.