quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Conheça a mais antiga epistola do Novo Testamento.



TIAGO - é provavelmente a mais antiga epístola do Novo Testamento, escrita talvez em 45 dC, antes do primeiro concílio de Jerusalém em 50 dC. Tiago foi martirizado em aproximadamente 62 dC, segundo o historiador Flávio Josefo. 
Propósito: Alguns acham que esta carta foi escrita em resposta a uma interpretação excessivamente zelosa do ensino de Paulo sobre a fé. Essa visão extrema, chamada de antinomismo, sustentava que através da fé em CRISTO é possível estar completamente livre de todas as leis do Antigo Testamento, todo o legalismo, toda a lei secular e toda a moralidade de uma sociedade. O livro de Tiago se dirige aos cristãos judeus dispersos entre todas as nações [Tiago 1.1]. Martinho Lutero, o qual detestava esta carta e a chamava de "epístola de palha", não conseguiu reconhecer que o ensino de Tiago sobre as obras complementava – e não contradizia – o ensino de Paulo sobre a fé. Embora os ensinamentos paulinos se concentrem em nossa justificação com DEUS, os ensinamentos de Tiago concentram-se nas obras que exemplificam essa justificação. Tiago escreveu aos judeus para incentivá-los a continuar crescendo nesta nova fé cristã. Tiago destaca que as boas ações fluirão naturalmente daqueles que estão cheios do ESPÍRITO e questiona se alguém pode ou não ter uma fé salvadora se os frutos do espírito não puderem ser observados, assim como Paulo descreve em Gálatas 5.22-23.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Lição 11 – A Evangelização das Pessoas com Deficiência.



Lição 11 – A Evangelização das Pessoas com Deficiência,CPAD – Classe Adulto – 3º Trimestre 2016

 Texto Áureo
“[…] Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos.” (Lc 14.21)
  Verdade Prática
A evangelização que não inclui as pessoas com deficiência é incompleta e não expressa plenamente o amor de Deus.
                                                    
                                                         INTRODUÇÃO
As águas de Betesda eram, de vez em quando, agitadas por um anjo de Deus. Quando isso acontecia, o primeiro enfermo a descer ao poço era imediata­mente curado. Nessa expectativa, havia, ali uma multidão de coxos, mudos, surdos e cegos.
Cada uma daquelas pes­soas com deficiência tinha alguém para baixá-la às águas. Mas o enfermo, com quem Cristo falou, não tinha nin­guém para ajudá-lo. Então, o próprio Senhor tratou de in­cluí-lo em seu Reino; salvou-lhe a alma e curou-lhe o corpo.
Existem muitos que não podem ver, não podem falar, ouvir, andar e, às vezes, não conseguem atinar com a razão. Por Isso, como Igreja do Senhor, precisamos alcançar aqueles com deficiência.
PONTO CENTRAL
A evangelização eficiente deve incluir as pessoas com deficiência
I – A SUFICIÊNCIA DE CRISTO COM AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Vejamos quem é esse grupo, e como era visto no Antigo e no Novo Testamento.
1. Definição
Segundo a Organização Mundial da Saúde, “ deficiência é o termo usado para definira ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica.
As pessoas com deficiência são as que se acham privadas quer de seus sentidos, quer de seus movimentos, ou do pleno uso de suas faculdades mentais. Nessa definição acham-se os cegos, mudos, surdos, paraplégicos e tetraplégicos, os autistas, os que têm a Síndrome de Down, etc.
2. A deficiência no An­tigo Testamento
Se, por um lado, nenhum deficiente podia ser admitido no ofício sacerdotal, por outro, vemos um coxo ser convidado a estar perpetuamente à mesa do rei (Lv 21.16-23; 2 Sm 4.4; 9.10).
O profeta Isaías, por seu turno, consola o seu povo, prometendo-lhe que, no porvir, todas as pessoas com deficiências serão incluídas na restauração de Israel (Is 35.1-10).
3. A deficiência no Novo Testa­mento
Jesus Cristo, sendo a expressão máxima do amor de Deus, veio para incluir a todos, judeus e gentios, pobres e ricos, deficientes e não deficientes, em um só corpo (Jo 3.16; Rm 12.5).
Sendo Ele um homem de dores e experimentado no sofrimento, jamais se negou a receber um cego um paralítico ou mesmo um leproso (Is 53.3; Mt 8.2; 9.6; Lc 7.21).
O Filho de Deus inclui a todos em seu plano redentor, pois o amor divino vai além de nossas deficiências ou suficiências.
Essa tarefa, hoje cabe a nós. Por meio de uma estratégia e uma didática apropriada, podemos incluir os de neces­sidades especiais no Plano da Salvação, ensinando-lhes a Palavra de Deus. So­mente dessa forma eles poderão vir a superar todos os seus limites espirituais, emocionais e sociais
SÍNTESE DO TÓPICO I
Cristo amou e auxiliou as pessoas com deficiência.
II – O SOM DO EVANGELHO AOS SURDOS
Para ensinar o Evangelho aos sur­dos, o evangelista tem de aprender, primeiro, a comunicar-se de maneira eficiente com cada uma delas.
1. Conduzindo os surdos a Jesus
Embora Jesus soubesse como se comu­nicar com os surdos, era necessário que alguém os levasse a Ele (Mc 7.31-37). Portanto, deve o evangelista melhorar a sua comunicação com os deficientes auditivos, a fim de explanar-lhes o Plano da Salvação. Antes de tudo, é preciso aprender a Língua Brasileira de Sinais, conhecida como Libras.
2. A integração dos surdos
Além de evangelizar os surdos, é necessário discipulá-los através de intérpretes competentes, a fim de que eles recebam o ensino completo da Palavra de Deus. Na Escola Dominical, recomendam-se professores especializados. Que os cultos sejam traduzidos em Libras. Segundo pesquisas, só no Brasil existem aproxi­madamente dez milhões de surdos, e a Palavra de Deus nos manda abrir a boca em favor dos surdos-mudos (Pv 31.8)
SÍNTESE DO TÓPICO II
Os surdos precisam ser alcançados com o som do Evangelho.
III – A VISÃO DE CRISTO AOS CEGOS
Em nosso país, há seis milhões e meio de pessoas com alguma defi­ciência visual. Trata-se, pois, de um campo missionário que exige obreiros amorosos e especializados.
1. Conduzindo os cegos a Cristo
Havia sempre alguém disposto a con­duzir os cegos a Jesus (Mc 10.46-52). Hoje, com os programas de inclusão, um cego é capaz de ir e vir, sozinho, a qualquer lugar. Não obstante, precisa ser trazido pessoalmente a Jesus. Todo salvo pode partilhar com um deficiente visual a visão do Salvador do mundo.
2. Discipulando os cegos
No discipulado das pessoas com deficiência visual, temos de oferecer-lhes a Bíblia e livros em Braille, para que venham a contemplar, pelo tato, a beleza da Pala­vra de Deus (Is 29.18). Não se esqueça dos audiolivros. Para tanto, providen­cie-lhes a Bíblia e obras cristãs mais expressivas. Para ajudar na inclusão dos cegos, assinale a planta do templo com placas em Braille e piso tátil. Nenhum tropeço pode estar no caminho dos que não podem ver (Dt 27.18)
CONHEÇA M AIS
Coxo
Um homem que fosse coxo estava desqualificado para exercer o ofício de sacerdote para não contaminar o altar (Lv 21.18). Um animal coxo não poderia ser oferecido em sacrifício (Dt 15.21). Mefibosete, filho de Jônatas, que se tornou membro da casa de Davi devido à profunda ami­zade entre aqueles dois servos de Deus, era coxo devido a um acidente ocorrido no dia da morte de Jônatas. As alusões aos coxos são frequentes: por exemplo, nos dias mais felizes de Jó ele era como “os pés do coxo’ (Jó 29.15). A cura de coxos estava entre as obras miraculosas do Senhor Jesus e de seus discípulos. Para conhecer mais, leia Dicionário Bíbli-co Wycliffe, CPAD, p. 469.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo dá visão aos cegos.
IV. OS PRARALÍTICOS VÃO AO ENCONTRO DE CRISTO
Certa vez, quatro homens, para chegar um paralítico à presença de Jesus, descobriram o telhado da casa onde estava o Mestre, e baixaram o defifiente. O senhor, vendo-lhes a fé, curou o enfermo (Mc 2.1-11).
1. Conduzindo os deficientes físicos a Cristo isto
Evangelizar pessoas com deficiencia física exige amor e disposição. Em algumas ocasiões temos de ir até elas (At 3.1-14). Em outras, temos de trazê-las até nós (Lc 14.12). Os deficientes também fazem parte da Grande Comissão e pre­so ser alcançados.
2. Acesso facilitado
Para receber­as pessoas com deficiência física, é urgente adaptarmos nossos templos às suas necessidades.
Providenciemos, rampas de acesso, calçadas rebaixas, corrimões e banheiros adequados.
Os cadeirantes precisam ter livre acesso às dependências públicas da Igreja. Na hora do culto, ficarão num lugar privilegiado, para acompanhar atentamente os trabalhos
SÍNTESE DO TÓPICO IV
Os paralíticos devem ser conduzidos a Jesus Cristo.
CONCLUSÃO
O Evangelho de Cristo tem de ser anunciado a todos, em todo tempo e lugar, por todos os meios. Por essa ra­zão, não deixaremos de fora nenhuma pessoa com deficiência. Os integrantes desse grupo suspiram por um encontro pessoal com Deus. Eles não podem ser deixados de fora, pois o Senhor, na cruz, incluiu-os em seu Reino

domingo, 4 de setembro de 2016

Fundo Duma Agulha




"A expressão de Mateus 19.24 'fundo duma agulha' ou 'buraco duma agulha' é literal ou simbólica?"
O contexto desse passo bíblico trata de um jovem rico que amava tanto as suas ri­quezas que elas lhe serviam de impedi­mento. A mensagem é clara. Os indivíduos de mentalidade materialista que conso­mem a vida procurando adquirir bens ma­teriais, só encontram satisfação nas rique­zas ou na busca delas; e somente em casos raríssimos é que chegam a se importarem com as questões espirituais para encontrar a vida eterna. Porém, seria um erro apli­carmos o texto somente aos ricos, porquan­to o materialismo tem realizado a sua de­vastação moral até mesmo entre os pobres. Ao falar sobre a impossibilidade desse tipo de pessoas entrarem no reino de Deus, Je­sus pregou a ilustração que é a impossibi­lidade de um "camelo passar pelo buraco de uma agulha". Alguns têm imaginado que o buraco de agulha referido fosse uma portinhola, no muro de Jerusalém, através do qual pudesse passar finalmente um ca­melo, depois de muitos puxões e empurrões; outros admitem que a expressão camelo, que no grego representa uma pequena mo­dificação de "Kamelos" para "Kamilos", trata de uma corda grossa ou um cabo, mas isso só diminuiu a impossibilidade do ato. Todavia, o grego de Mateus 19.24 e de Marcos 10.25 fala de uma agulha usada com linha, enquanto que o de Lucas 18.25 usa o termo médico que indicava uma agu­lha usada nas operações cirúrgicas. É evi­dente que ali não é considerada nenhuma portinhola, mas sim, o pequenino buraco de uma agulha de costura. Provavelmente era um provérbio incomum para ilustrar coisas impossíveis. O Talmude fala por duas vezes de um elefante para o qual é impossível passar pelo buraco de uma agu­lha. Por conseguinte, quem quer que ame as riquezas, a ponto de isso impedi-lo de confiar em Jesus Cristo como Salvador, es­tá na impossibilidade de ser salvo.
Em resposta à pergunta feita pelos dis­cípulos: "Então quem pode ser salvo?" Jesus respondeu: "Os impossíveis dos ho­mens são possíveis para Deus", Lc 18.27. Nessa frase, as palavras "dos" e "para" são uma só no original, cujo sentido literal é "ao lado". Tome-se o lado do homem, na questão das riquezas, e torna-se-á impossí­vel a salvação. Porém,-tome-se o lado de Deus sobre a questão e a impossibilidade anterior se transformará em possibilidade.


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