segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Porque devemos estudar a Bíblia?



Deus se tem revelado através dos tempos por meio de suas obras, isto é, da criação (SI 19.1-6; Rm 1.20). Porém, na Palavra de Deus temos uma revelação especial e muito maior. É dupla esta revelação: na Bíblia, que é a PALAVRA DE DEUS ESCRITA, e em Cristo, que é PALAVRA DE DEUS VIVA (Jo 1.1). Esta dupla revelação é especial, porque tornou-se necessária devido à queda do homem.
Por isso precisamos ler as sagradas escrituras. Isto está implícito em Salmo 119.130; Isaías 34.16;; 1 Pedro 3.15, e nos conduz a dois pontos de suma importância: porque devemos estudar a Bíblia, e como devemos estudar a Bíblia.
Estudar é mais que ler; é aplicar a mente a um assunto, de modo sistemático e constante.
1. Porque devemos estudar a Bíblia
a. Ela é o único manual do crente na vida cristã e no trabalho do Senhor. O crente foi salvo para servir ao Senhor (Ef 2.10; 1 Pe 2.9). Sendo a Bíblia o livro texto do cristão, é importante que ele a maneje bem, para o fiel desempenho de sua missão (2 Tm 2.15). Um bom profissional sabe empregar com eficiência as ferramentas de seu ofício. Essa eficiência não é automática: vem pelo estudo e prática. Assim deve ser o crente com relação ao seu manual - a Bíblia. Entre as promessas de Deus nesse sentido, temos uma muito maravilhosa em Isaías 55.11. Deus declara aí que sua Palavra não voltará vazia. Portanto, quando alguém toma tempo para estudar com propósito a Palavra de Deus, o efeito será glorioso quanto à edificação espiritual e ao engrandecimento do reino de Deus.
b. Ela alimenta nossas almas (Jr 15.16; Mt 4.4;). Não há dúvida de que o estudo da Palavra de Deus traz nutrição e crescimento espiritual. Ela é tão indispensável à
alma, como o pão ao corpo. Nas passagens acima, ela é comparada ao alimento, porém, este só nutre o corpo quando é absorvido pelo organismo. O texto de 1 Pedro 2.2 fala do intenso apetite dos recém-nascidos; assim deve ser o nosso desejo pela Palavra. Bom apetite pela Bíblia é sinal de saúde espiritual.
Como está o seu apetite pela Bíblia, leitor?
c. Ela é o instrumento que o Espírito Santo usa (Ef 6.17). Se em nós houver abundância da Palavra de Deus. o Espírito Santo terá o instrumento com que operar. É preciso, pois. meditar nela (Js 1.8; SI 1.2). Ê preciso deixar que ela domine todas as esferas da nossa vida. nossos pensamentos, nosso coração e, assim, molde todo o nosso viver diário.
Na vida cristã, e no trabalho do Senhor em geral, o Espírito Santo só nos lembrará o texto bíblico preciso, se de antemão o conhecermos (Jo 14.26). - É possível o leitor ser lembrado de algo que não sabe? Pense se é possível! Portanto, o Espírito Santo quer não somente encher o crente, mas também encontrar nele o instrumento com que operar a Palavra de Deus.
Ter o Espírito e não conhecer a Palavra, conduz ao fanatismo. Pessoas assim querem usar o Espírito em vez de Ele usá-las. Conhecer a Palavra e não ter o Espírito conduz ao formalismo. Estes dois extremos são igualmente perigosos.
d. Ela enriquece espiritualmente a vida do cristão (SI 119.72). Essas riquezas vêm pela revelação do Espírito, primeiramente (Ef 1.17). O leitor que procurar entender a Bíblia somente através do intelecto, muito cedo desistirá do seu intento. Só o Espírito de Deus conhece as coisas de Deus (1 Co 2.10). Um renomado expositor cristão afirma que há 32.000 promessas na Bíblia toda! Pensai que fonte de riqueza há ali! Entre as riquezas derivadas da Bíblia está a formação do caráter ideal, bem como a moldagem da vida cristã como um todo.                                                              É a Bíblia a melhor diretriz de conduta humana; a melhor formadora do caráter. Os princípios que modelam nossa vida devem proceder dela. A falta de uma correta e pronta orientação espiritual dentro da Palavra de Deus , tem resultado em inúmeras vidas desequilibradas, doentes pelo resto da existência. Essas, só um milagre de Deus pode reajustá-las. Pessoas assim, ferem-se a si mesmas e aos que as rodeiam.
A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Tudo que Deus tem para o homem e requer do homem, e tudo que o homem precisa saber espiritualmente da parte de Deus quanto à sua redenção, conduta cristã e felicidade eterna, está revelado na Bíblia. Deus não tem outra revelação escrita além da Bíblia.                                 Portanto  tudo o que o homem tem a fazer é tomar o Livro e apropriar-se dele pela fé. O autor da Bíblia é Deus, seu real intérprete é o Espírito Santo, e seu tema central é o Senhor Jesus Cristo. O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo, e praticar a Bíblia para ser santo.

Referência: Silva, Antônio Gilberto - A Bíblia através dos séculos  - CPAD.

sábado, 6 de agosto de 2016

Os pecados dos homens levam avante a obra de Deus



A sabedoria de Deus é vista nisto, que os pecados dos homens levam avante a obra de Deus, ainda que ele não toque em seus pecados. O Senhor permite o pecado, mas não o aprova. Ele tem a mão na ação na qual o pecado está, mas não no pecado da ação. Percebe-se isso na crucificação de Cristo, ao passo que os homens agiram por meios naturais, Deus contribuiu. Se Deus não tivesse dado vida e respiração aos judeus, eles não teriam crucificado Jesus, entretanto, sendo um ato pecaminoso, Deus o aborreceu. Um músico pode tocar uma harpa desafinada, o músico é que causa o som, mas o som estridente e a dissonância vêm da própria harpa. Assim, a motivação natural dos homens vem de Deus, mas suas atitudes pecaminosas vêm deles mesmos. Quando um homem cavalga em um cavalo manco, a cavalgada é a causa da maneira como o cavalo vai, mas o defeito físico é do cavalo. Da mesma maneira é a sabedoria de Deus, os pecados dos homens levam avante a obra dele, ainda que não tenha sua mão nos pecados.

Referência: Estudos baseados no Breve Catecismo de Westminster.

Perfeição de Deus na criação do mundo.



A criação é tanto um monumento do poder de Deus quanto um espelho em que podemos ver sua sabedoria. Ninguém, a não ser um Deus sábio, poderia de maneira tão intrigante elaborar o mundo. Observe a terra enfeitada com uma variedade de flores, tanto para beleza quanto para fragrância. Observe o céu enfeitado com luzes. Podemos ver a sabedoria gloriosa de Deus cintilando no sol e brilhando nas estrelas.
A sabedoria de Deus é vista em organizar e em ordenar tudo no seu próprio lugar e esfera. Se o sol fosse colocado mais abaixo nos queimaria, se fosse mais alto, não nos aqueceria com seus raios. A sabedoria de Deus é vista ao determinar as estações do ano: “Verão e inverno, tu os fizeste” (SI 74.17). Se sempre fosse verão, o calor nos torraria. Se sempre fosse inverno, o frio nos mataria. A sabedoria de Deus é vista na variação do escuro e do claro. Se sempre fosse noite, não haveria trabalho. Se sempre fosse dia, não haveria descanso. A sabedoria é vista na mistura dos elementos, como a terra com o mar. Se tudo fosse mar, teríamos falta de pão. Se tudo fosse terra, teríamos falta de água. A sabedoria de Deus é vista na preparação e amadurecimento das frutas da terra, no vento e no frio que preparam as frutas e no sol e chuva que as amadurecem. A sabedoria de Deus é vista nos limites do mar, sabiamente o idealizando. Embora o mar seja mais alto que a terra em muitos lugares, mesmo assim nâo inunda a terra. Assim, falamos como o salmista: “Que variedade, Senhor, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste” (SI 104.24). Não há nada mais a ser visto, a não ser milagres de sabedoria.                             A sabedoria de Deus é vista na organização das coisas na estrutura social, de maneira que um tem necessidade do outro. O pobre precisa do dinheiro do homem rico e o rico precisa do trabalho do homem pobre. Deus faz que um negócio dependa de outro, que uma pessoa seja útil para outra, que o amor mútuo seja preservado.

Referência: Estudos baseados no Breve Catecismo de Westminster

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Morte e Hades




"Na parábola de Lucas 16.23, diz que o rico foi para o 'Hades' e Lázaro para o 'Seio de Abraão'. Gostaria de saber onde se si­tuava um e outro lugar."
Em primeira instância podemos decla­rar que é impossível situar a localização geográfica destes dois lugares, por se tratar da habitação dos espíritos. Todavia, apresentaremos a posição bíblica analisando ambos, dentro do parâmetro contextual divino "além-túmulo".
Primeiramente, a palavra "hades", no Novo Testamento, é a transliteração do vocábulo grego "Hades", expressão essa usada para indicar o lugar dos espíritos que se foram daqui, isto é, o submundo. Eqüivale ao termo "sheol".
Na tradução septuaginta ou LXX, ha­des é a tradução constante do termo hebraico "sheol". Essa dimensão é pintada como lugar que consiste de duas divisões, a saber: uma para os ímpios e outra para os justos. A divisão para os justos também é denominada nos escritos judaicos de "seio de Abraão" por conotar um lugar de des­canso e tranqüilidade. Equivale dizer que Jesus empregou os termos hebraicos nesta passagem. Assim, tanto faz dizer "seio de Abraão" (termo hebraico), como "Paraí­so" (termo grego), porque ambos são aná­logos.
O Paraíso foi arrebatado desde as par­tes inferiores da terra para um lugar situa­do perto do trono de Deus. Esta mudança produziu-se durante a ascensão de Cristo. Esta afirmativa está em concordância com as palavras de Paulo em Efésios 4.8-10, nas quais se refere à descida aos lugares mais baixos da terra, realizada por Cristo, que, na sua subida, "levou cativo o cativeiro". Os mortos em Cristo estão ausentes do cor­po e presentes com o Senhor: 2 Co 5.3. Paulo foi "arrebatado ao Paraíso" indica que o Paraíso foi mudado de lugar. O após­tolo desejava partir e estar com Cristo. Os que morreram em seus pecados estão nas regiões inferiores e somente depois do Mi­lênio eles ressuscitarão (Jo 5.29), a fim de comparecerem diante do Trono Branco, onde serão julgados e receberão a condena­ção eterna, sendo lançados na "Geena", isto é, no lago de fogo ardente, preparado para o Diabo e seus anjos.
Em segundo lugar concluímos que:
• A alma sobrevive à morte física.
• A alma, mesmo depois da morte, con­tinua dotada de consciência, memória e razão.
• Os justos entrarão em um estado infi­nitamente melhor do que este que ora vivem.
Finalmente, fazemos nossas as pala­vras do profeta Malaquias: "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus, e o que não o serve", Ml 3.18.

Referência:  A bíblia responde - CPAD

Grupos desafiadores



A EVANGELIZAÇÃO DOS GRUPOS DESAFIADORES
3º Trimestre/2016 –CPAD - Texto Base: Lucas 7:36-50

 “[...] e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora (João 6.37)”.

INTRODUÇÃO
A evangelização que não inclui as pessoas marginalizadas pela sociedade é incompleta e não expressa plenamente o amor de Deus. O amor de Deus é inclusivo. Ele não admite que ninguém fique de fora, mas "quer que todos os seres humanos se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1Tm 2:4). Certamente é um grande desafio evangelizar os grupos desafiadores, dentre os quais desta­camos as prostitutas, os homossexuais, os criminosos e os viciados. Todavia, a Igreja deve engendrar todo esforço possível, com estratégias inteligíveis e bem direcionadas, para atingir a mensagem do amor de Deus a todos esses que a sociedade pertinaz procura exclui-los. O Salvador Jesus não exclui ninguém. Ele nunca aprovou o pecado, porém sempre se mostrou acessível ao pecador. Seu convite generoso ainda continua aberto: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28).

Desnvolvimento
Para mostrar a ação inclusiva de Jesus Cristo, quero destacar duas narrativas do Novo Testamento: da mulher prostituta que, além de ungir Jesus, lavou-lhe os pés com as lágrimas, enxugando-os com os pró­prios cabelos (Lc 7:36-50); da mulher samaritana, que tinha uma vida conjugal libertina (João 4:5-42).                                                                                                                                                               1- 1-Prostitutas
Prostituta é a profissional do sexo, é o modo de vida de uma mulher que pratica a atividade sexual por dinheiro. Neste sentido, a Bíblia fala de Raabe: “Foram, pois, e entraram na casa duma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali”(Josué 2:1).
A prostituta é também conhecida como meretriz e rameira. Em Israel não podia haver prostituta, ou rameira – “Não haverá rameira dentre as filhas de Israel...”(Dt 23:17). O dinheiro da prostituta não podia ser aceito na Casa do Senhor – “Não trarás salário de rameira... à casa do Senhor, teu Deus, por qualquer voto...”(Dt 23:18). Até o seu dinheiro era considerado como “...abominação ao Senhor, teu Deus”.
Deus aborrece os atos praticados pelas prostitutas, mas Ele almeja salvá-las - “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição”(1Ts 4:3). Raabe creu no Deus de Israel, abandonou a prostituição, casou e tornou-se a tataravó do rei Davi apesar de sua vida sórdida – “E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé” (Mt 1:5). O nome dela está no nobre rol dos heróis da fé – “Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias” (Hb 11:31).                                                                                                                                           2-Homossexuais
Não há como negar a relevância de tema como este: a evangelização de homossexuais. Para alguns, o esforço para a evangelização de homossexuais é inútil, é como lançar pérolas aos porcos. Mas acredito que pessoa alguma, por pior que seja, jamais está fora do alcance da graça, do amor e do poder de Deus. Deus diz, em sua Palavra, que ainda que os nossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã (cf. Is 1:18). Para quem crer na origem divina desta palavra há motivos para compartilhar as boas-novas aos homossexuais.
3- Criminosos
O Senhor Jesus está interessado em salvar não apenas as prostitutas, os homossexuais, mas igualmente os criminosos que estão presos. As prisões, em todos os estados da federação, acham-se abar­rotadas de homens e mulheres que precisam ouvir a verdade libertadora do Evangelho. A maior prisão de um ser humano não é a cadeia que prende o homem exterior, mas a cadeia que prende o homem interior. Só quem pode libertá-lo é Jesus Cristo. Está escrito: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Quem é a verdade? Jesus. Ele disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida...” (João 14:6).
4-Viciados
O vício da droga e do álcool está cada vez mais se tornando comum entre os jovens. Muitos começam a usá-los para preencher um profundo vazio interior e/ou esquecer traumas de suas vidas. Porém, não conseguem. Outros acabam indo para o caminho das drogas através de "amigos" do colégio ou faculdade. E muitas pessoas, só se sentem bem atrás do álcool e das drogas. É uma terrível situação que tira toda tranqüilidade e alegria das famílias. Mas isso não significa que sejam impossíveis de serem ganhos para Cristo. Aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus (Mt 19:25,26). Pessoas viciadas precisam dessa libertação, e sabemos que a verdadeira liberdade é em Jesus Cristo.
CONCLUSÃO
A Igreja de Cristo não deve viver acomodada e descompromissada com os valores do evangelho face ao mundo enfermo. Não devemos contemplar, paralisados, ou rir, ironicamente, das desgraças e carências que há no mundo. Deus amou esse mundo enfermo (João 3:16; Rm 5:8). Vamos pregar com convicção e amor, na graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que há cura e perdão para o homossexual, a prostituta, o ladrão, o criminoso, o opressor, o avarento, o mentiroso, o hipócrita, e para qualquer outro pecador. Nenhum segmento social pode ficar de fora de nossa ação evangelística. Que o Espírito Santo nos habilite para tal testemunho, para tão grande obra de evangelização (At 1:8).